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domingo, 26 de julho de 2009

Kerenskismo obamista — Honduras e abismo chavista


Assim como o presidente Eduardo Frei Montalva passou para a História como o Kerensky chileno, por pavimentar o caminho para o socialista Allende, assim também o presidente Obama corre o risco de se tornar o Kerensky das Américas, caso empurre Honduras para o abismo chavista.
Armando Valladares (*)

Quando ocorreu a destituição do presidente hondurenho Zelaya, por ordem da Suprema Corte desse país e o apoio majoritário do Congresso, Honduras caminhava a passos rápidos rumo a uma ditadura chavista, passando por cima da Constituição e das leis. Além de seu mais alto órgão judicial, as mais importantes figuras políticas e religiosas de Honduras estavam alertando para o risco chavista.

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domingo, 19 de julho de 2009

In dubio...pro Marx

A Doutrina do Direito Alternativo, também denominado de Direito Paralelo e Direito Insurgente, repudia os princípios consagrados de neutralidade da lei e de imparcialidade do juiz. A lei não seria neutra porque se originaria do poder dominante e o juiz não deveria ser imparcial porque deveria julgar os fatos subjetivamente e posicionar-se tendo em vista os objetivos "sociais" (ou seja, "revolucionários"). O magistrado entra assim diretamente na "luta de classes", abandonando sua postura de imparcialidade, que o "aprisionaria" dentro do estrito cumprimento da lei.


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quinta-feira, 16 de julho de 2009

O PRÍNCIPE DO BRASIL E O REI DO POP

Mauro Demarchi *

A simplicidade do sepultamento do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança contrastou com o show midiático do funeral de Michael Jackson.

Duas mortes, dois funerais, duas lições. Oxalá o Brasil compreenda seu significado.

sábado, 11 de julho de 2009

As palavras do Papa

Penso que o Papa aqui caiu em uma armadilha política sem retorno. Engajou a Igreja de Cristo em um projeto suicida. Uma forma de governo mundial, qualquer que seja ela, só existirá em prejuízo da pessoa humana, apartando os poderes públicos dos indivíduos em carne e osso. A grande falácia é que a crise poderia ser superada por uma forma de governo assim. Ao contrário. A crise aconteceu precisamente porque os governos nacionais se agigantaram na ânsia fáustica e blasfema de abolir o risco existencial, contra a vontade expressa de Deus.

Li com tristeza a nova encíclica do Papa Bento XVI (Caritas in Veritate), por dois motivos principais. Primeiro, porque eu esperava uma palavra nova sobre os tremendos acontecimentos dos nossos tempos, e não falo apenas da crise econômica tão saliente que vivemos. E, segundo, pelas concessões que o Santo Padre fez às teses mais caras do esquerdismo mundial. Nunca esperei ver a assinatura do Cardeal Ratzinger em um documento que desse tanta ênfase ao politicamente correto e ao economicamente errado.

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Um globalismo cristianizado?

A rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama. E a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.

Olavo de Carvalho

pope_easterEm qualquer texto doutrinário que vise a influenciar de algum modo a vida política, é preciso distinguir três níveis: (1) os princípios morais e políticos gerais proclamados ou implícitos; (2) a análise da situação concreta, e (3) as ações sugeridas ou apoiadas. No primeiro nível, a encíclica Caritas in Veritate proclama a necessidade de fundar toda política social na caridade, e esta na verdade: "Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é a luz que dá sentido e valor à caridade." No segundo nível, oferece um diagnóstico totalmente falso das causas da presente crise econômica. No terceiro, sugere como remédio aos males da economia atual a intensificação e ampliação das mesmas causas que os determinaram. Por mais que eu respeite a pessoa do Papa e a santidade do seu ofício, não posso ver aí verdade nenhuma, nem portanto caridade, exceto se por esta palavra entendermos as boas intenções ineficazes que a própria Encíclica condena.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

“FAMILIAFOBIA": Miss Califórnia perde a coroa por não ser favorável ao “casamento” homossexual

Na semana passada, conversando com meu amigo Roger Luís Vargas sobre o horror que representa para a cidade de São Paulo sediar na Avenida Paulista a tal “Parada homossexual” (vide post abaixo), ele contou-me um fato recente que me deixou assombrado.

Trata-se do caso de uma candidata a Miss Estados Unidos 2009. Embora fosse a que tinha mais chances de vencer, perdeu. Perdeu a coroa, simplesmente por dizer que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher.

Essa atitude, óbvia para nós que consideramos o homossexualismo um gravíssimo pecado que viola as Leis de Deus e a própria natureza, é odiada por defensores do pseudo-casamento homossexual, que pretendem impor uma verdadeira ditadura na qual devem ser varridos do mapa quem não pensar como eles.

Fanática discriminação de quem tanto fala contra a “discriminação”! Fanática intolerância de quem tanto fala em “tolerância”!Tais defensores do vício anti-natural são radicalmente intolerantes e querem obrigar a todos a achar normal o que é aberrante.

Exigem a aprovação da “lei da homofobia” — para punir quem tiver aversão ao homossexualismo —, entretanto estão carregados de fobia (aversão) à família. Instigam uma repugnância à família (familiafobia).

Portanto, poderíamos dizer que são “familiafóbicos”, têm repulsa à família bem constituída, ou seja, entre um homem e uma mulher, conforme estabelecido por Deus, que criou Adão e Eva, e não Adão e Evo.

Em vista do caso da jovem que sequer teve a liberdade de expressar sua opinião, pedi ao Roger Luís que escrevesse um artigo a respeito para ser publicado no “Blog da Família”. Ele prontamente atendeu ao meu pedido, e aqui o transcrevo.


Ainda que o preço seja a “coroa”...

Não tenho como meta analisar aqui o fato da realização de um concurso de beleza, que sabemos constituir um incentivo, como é natural, ao vício da sensualidade.Feita essa ressalva, pareceu-me interessante apresentar aos leitores dois episódios acontecidos em concursos de beleza nos Estados Unidos.

Eles revelam que, apesar do acentuado permissivismo e relativismo morais reinantes hoje em dia, mesmo em candidatas à “coroa” da beleza ainda podem residir resíduos da moralidade cristã.

Após ter vencido o concurso de Miss América de 1951, Yolande Betbeze (foto) recusou-se a posar de biquíni (quão diferente era a modéstia naquele tempo...). Como conseqüência, a companhia Catalina Swinwear retirou seu patrocínio de dita competição, e no ano seguinte deu-se início ao concurso de Miss Universo.

O tempo passou e 58 anos mais tarde, precisamente em 2009, ninguém imaginaria que o concurso de Miss Universo seria alvo de tanta controvérsia.

Deu-se ela na pré-seleção de âmbito nacional, na escolha da Miss Estados Unidos. Entre as candidatas escolhidas dos vários estados figurava Carrie Prejean, Miss Califórnia, considerada a principal favorita.

Sua situação, entretanto, mudou em face da contundente pergunta do jurado Perez Hilton, homossexual declarado: “Recentemente Vermont tornou-se o quarto estado a legalizar o ‘casamento homossexual’. Você acha que todos os estados deveriam imitá-lo? Por que sim ou por que não?”

Ela respondeu: “No meu estado, na minha família, creio que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem ofender a ninguém, mas eu fui assim criada e esta é a maneira que eu penso que deve ser: entre homem e mulher.”

Carrie Prejean não venceu o concurso, tendo sido derrotada pela Miss Carolina do Sul, Kristen Dalton.Porém o caso teve maior repercussão do que o esperado e, dentre os milhares de comentários e publicações, destaco a entrevista à rede de televisão americana NBC, na qual o apresentador Matt Lauer (foto) entrevistou Perez Hilton e Carrie Prejean. (foto)


Em tom irado, Perez — que já havia comentado em entrevista, após o término do concurso, que “se ela houvesse obtido o título eu subiria no palco e tiraria pessoalmente a sua coroa...” — lançou novamente imprecações contra a Miss Califórnia: “Ela deu a pior das respostas em toda a história da competição [...] e ela é uma estúpida! Uma #%&%!#&$%#!” [censurado].

Logo após, contrastando com a atitude de Perez, Carrie respondeu ao apresentador Matt Lauer: “Depois que respondi àquela pergunta, sabia que eu não venceria o concurso por causa da minha resposta. Porque falei seguindo meu coração, em favor daquilo que, creio, é de meu Deus!”

Matt Lauer:Se eu perguntasse – eu não o farei – imaginando que você tivesse uma segunda chance, e pela intensidade do desejo de obter o título, você responderia de modo diferente?”

Carrie:Não! Eu não responderia de maneira diferente”. E acrescentou: “Como disse Cláudia Jordan, [uma das juradas do concurso] que eu deveria estar mais no meio, eu não deveria ter dado uma resposta tão específica; entretanto, essa atitude contraria aquilo que defendo. Quando me perguntam uma questão específica, darei uma resposta específica. Não vou ficar no meio. Vou tomar um lado ou outro.”

Matt Lauer:Carrie, você chegou muito perto...”

Carrie:Sim, eu cheguei. E estou muito orgulhosa quanto à minha posição, e sei que há muita gente que também está orgulhosa em relação à minha atitude. Vencer não era o que Deus queria para mim naquela noite. [...] Não mudaria em nada. [...] Se fosse eleita Miss Estados Unidos, provavelmente não estaria aqui. [...] Não retiro o que disse. [...] Fui sincera comigo mesma, e agora eu compreendo que posso sair e dizer a pessoas jovens que se mantenham firmes naquilo que elas acreditam, e nunca façam concessões, para ninguém e para nada, mesmo que isso represente a perda da coroa de Miss USA”.

Diante de tais fatos, haveria muito que comentar. Atenho-me apenas a uma consideração, que considero fundamental: diante da intransigência absurda daqueles que propagam a agenda homossexual, a única atitude certa deve ser nossa inabalável rejeição à prática do homossexualismo, condenado pela Lei divina e pela Lei natural.

Por Roger Luís Vargas