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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Corriere della Sera

Corriere della Sera

Esta é uma enquete do jornal Corriere dela Sera, para saber a opinião dos internautas a respeito do retono da Missa no Rito Tridentino, isto é, o retorno da Missa de sempre em latim, solicito aos que visitarem este blog que acessem o endereço acima e votem SIM, e rezemos todos para que S.S. Bento XVI libere o qaunto antes para todo o orbe católico, a Missa rezada por tantos santos e que contribuiu para a santificação de tantos.

Muito obrigado pela atenção

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Confusões de fé

Confusões de fé

Dr. Rafael Vitola Brodbeck

Se há uma palavra cujo significado é completamente distorcido por alguns de hoje, essa palavra é "fé".

Afirma-se, pois, ter fé, "mas não ter doutrina fixa"; ter fé, "mas não ter um sistema religioso". Demonstração de um total contra-senso. Tais que assim pensam atribuem ao vocábulo "fé" um sentido que não o original e verdadeiro.

Assim, para muitos, fé é acreditar na existência de Deus. Ora, a existência de Deus prescinde da fé. A razão o demonstra. Pela análise das coisas criadas chegamos ao Criador; da ordem natural ao Ordenador; dos seres contingentes ao Ser Necessário; dos móveis ao Motor Imóvel. A inteligência nos diz que Deus existe, antes mesmo da fé. Logo, fé não pode ser simplesmente acreditar na existência de Deus, por vã repetição de termos.

Outros, ainda, dão à fé um conceito de confiança em Deus. Mais um engano! Confiar em Deus é louvável, porém está na esfera de virtude diversa: a esperança. Fé não é confiar em Deus, ainda que seja extremamente meritório fazê-lo. Claro que confio em Deus, eu, este articulista que vos escreve. Todavia, essa confiança, embora dela decorra, não é propriamente fé.

Qual, então, o conceito de fé?

Antes de tudo, o verbete expressa realidades presentes até na ordem secular, natural. A "fé pública" dos atos do tabelião, por exemplo. Ao gênero fé pertencem a fé humana (nas pessoas, na Administração Pública etc) e a fé religiosa.

Em qualquer desses significados, fé é a adesão intelectual ao testemunho de outrem, um saber que é verídico algo que não vi, ciência essa que se processa pela autoridade de quem dá o testemunho ou pela razoabilidade dos argumentos e probabilidade dos acontecimentos. O tabelião, no exemplo dado, presta a um documento sua certificação de que confere com o original a ele apresentado. Pela força da lei, da qual emana a presunção de legitimidade dos atos administrativos, todos podem aderir à veracidade da informação autenticada, saber que ela é verdadeira.

Semelhantemente se processa a fé religiosa. Mais que um crer na existência de Deus (pois a razão, antes da fé, nos diz que Ele existe), ou confiar n'Ele, a fé religiosa é a adesão do intelecto a um testemunho de fundo religioso. No caso da fé católica, é adesão do intelecto, movido pela vontade, a qual é iluminada pela graça divina, ao testemunho de Cristo, i.e., ao que Ele ensinou e ensina por Sua Igreja. Daí que muita fé não é somente muita confiança, mas muita adesão.

"Fé implica doutrina. Doutrina implica proposições!" (Cardeal Newman; Discussions and arguments, 284) Quem se diz de fé católica não a prova com a afirmação na existência de Deus, ou com a confiança n'Ele depositada, e sim com a adesão à proposição do Magistério da Igreja. Católico de pouca fé é aquele que tem pouca adesão, pouca identificação, pouca aceitação do que a Igreja ensina. Católico de muita fé, por sua vez, é quem possui inabalável adesão e aceitação da doutrina (toda) da Igreja.

Não que a muita fé nos faça aceitar a doutrina católica: a aceitação desta é a própria fé! Ter não é pressuposto para aceitar o que ensina a Igreja: ter fé é exatamente aceitar!

Advogado

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Romênia é o 1º país a considerar o comunismo "ilegítimo e criminoso"

18/12/2006 - 15h27

Romênia é o 1º país a considerar o comunismo "ilegítimo e criminoso"

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da Efe, em Bucareste

O presidente romeno, o liberal Traian Basescu, condenou nesta segunda-feira oficialmente o comunismo como "ilegítimo e criminoso", o que transforma à Romênia no primeiro membro do ex-bloco comunista que dá este passo, a apenas duas semanas de sua entrada na União Européia (UE).

Basescu fundamentou sua condenação em um exaustivo relatório elaborado por uma comissão liderada pelo historiador Vladimir Tismaneanu, que analisou os crimes e os abusos da ditadura comunista entre 1945 e 1989, ano da queda Cortina de Ferro. O presidente liberal fez a declaração perante o Parlamento romeno no meio das vaias de numerosos deputados ultranacionalistas.

Participaram da sessão como convidados o Rei Miguel 1º, último chefe de Estado da Romênia antes do comunismo ser implantado, assim como os ex-presidentes Lech Walesa (Polônia) e Jelyo Jelev (Bulgária).

De acordo com o estudo, a Romênia teve entre 500 mil e 2 milhões de vítimas do comunismo, assassinadas nas prisões ou em campos de trabalho forçado, e que vão desde a elite política e cultural do entreguerras aos opositores do regime que se rebelaram ou só pensaram de maneira diferente.

"A Securitate (a polícia política secreta) foi uma organização criminosa do princípio ao fim", destaca o relatório de 660 páginas.

A comissão analisou as principais instituições e as personalidades políticas que tornaram possível a perpetuação da ditadura comunista, assim como as violações dos direitos humanos.

No estudo se mencionam as biografias de 53 políticos que contribuíram para manter e perpetuar o regime comunista, entre eles Ana Pauker, Gheorghe Ghorghiu Dej, assim como Nicolae e Elena Ceausescu.

Alguns dos políticos denunciados continuam na vida política romena, como o ex-presidente Ion Iliescu, o ultranacionalista Corneliu Vadim Tudor, líder do Partido Grande Romênia ou o social-democrata Adrian Paunescu.

Iliescu, que conduziu a Romênia durante dez dos últimos 17 anos e que atualmente é presidente honorífico do Partido Social Democrata (PSD), que é de oposição, rejeitou nesta segunda-feira sua menção entre os "pilares do comunismo" e acusou o autor do relatório de manipulação e falta de honestidade intelectual.

Iliescu disse ver no relatório "um grande perigo" para a vida política da Romênia e um "pretexto para a contra-ofensiva da direita agressiva" e acrescentou que "a própria história condenou o comunismo com a queda do regime".

Tudor reagiu com veemência e acusou Basescu de aprovar um "projeto miserável" para acertar as contas com seus adversários políticos.

Emil Boc, líder do Partido Democrata, ressaltou que o documento não levará a "uma caça às bruxas".

O relatório recomenda a total abertura dos arquivos confidenciais tanto da Securitate como do Partido Comunista para que os romenos tenham acesso à verdade sobre uma época histórica obscura.

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O Brasil deveria fazer o mesmo, assim como proíbe a exibição da suástica nazista, poderia proibir a "foice e o martelo", mas já dá para ouvir a chiadeira do perfeito idiota latino-americano.