Cessar a luta, não o podemos. E é por imperativo de nossa consciência de católicos que não o podemos. Pois se é dever de todo católico promover o bem e combater o mal, nossa consciência nos impõe que defendamos a doutrina tradicional da Igreja, e combatamos a doutrina comunista. Plinio Correa de Oliveira.
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quinta-feira, 30 de junho de 2005
Comentários no Orkut sobre o desarmamento.
Bom, para os que são a favor do desarmamento talvez haja esperança. Esperança de que clamando para não morrer o assaltante tenha pena:" Por favor senhor assaltante, não me mate! Sou a favor do desarmamento! Te ajudei a praticar assaltos mais seguros! Nâo me mate! Não me mate!"
Talvez o vagabundo tenha pena...
Desarmamentistas alienados!
________________________________________________________
Eu acho ainda que sob a mira de uma arma um "defensor do desarmamento" deveria testar o seu poder de convencimento e falar para o assaltante:
Entregue essa arma, voce pode receber uma recompensa e ninguem te perguntará nada....etc e tal
Se ele conseguir.... eu me calo!
terça-feira, 28 de junho de 2005
"Supermercado de religiões"
“Supermercado de religiões”
Certa pregação, que defende uma igualdade entre todas as religiões, desnorteia muitos fiéis católicos. Isso tem favorecido o crescimento das seitas protestantes, perigo este já denunciado por Plinio Corrêa de Oliveira.
Juan Gonzalo Larrain Campbell |
Em seu livro Revolução e Contra-Revolução (1959), que mereceu numerosos elogios de altas personalidades eclesiásticas e temporais, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira descreve e analisa o processo revolucionário que há cinco séculos vem destruindo a Cristandade. E ensina: “Duas noções, concebidas como valores metafísicos, exprimem bem o espírito da Revolução: igualdade absoluta, liberdade completa”.(1) Plinio Corrêa de Oliveira
Depois de mostrar que o orgulho é a paixão que melhor serve ao igualitarismo, o autor assinala vários aspectos desse igualitarismo radical e metafísico. Entre eles o seguinte:
“Igualdade entre as diversas religiões: todas as discriminações religiosas são antipáticas porque ofendem a fundamental igualdade entre os homens. Por isto, as diversas religiões devem ter tratamento rigorosamente igual. O pretender-se uma religião verdadeira com exclusão das outras é afirmar uma superioridade, é contrário à mansidão evangélica, e impolítico, pois lhe fecha o acesso aos corações”.(2)
O verdadeiro e o falso ecumenismo |
Se existe algum termo do qual se tenha abusado nos meios católicos, é “ecumenismo”. Sua difusão é hoje tão generalizada, que não nos deteremos em documentá-la com pormenores.
Ecumênico é tradicionalmente sinônimo de universal. Daí, por exemplo, denominar-se Concílios Ecumênicos os concílios que, presididos pelo Papa, se fazem com todos os bispos católicos do mundo. Distinguem-se dos concílios diocesanos ou regionais.
Nesse sentido, está na missão da Igreja Católica trabalhar ardentemente por um são ecumenismo, e os católicos devem desejar de todo coração a conversão do maior número de almas, de maneira que haja “um só rebanho e um só Pastor”.
Porém, esta conversão deve operar-se sempre com o auxílio da graça de Deus, sendo ensinada ao neófito toda a doutrina da Igreja, ainda que por partes, mas sem qualquer relativização. Deve-se ademais fazer o jogo da verdade, apontando lealmente as discrepâncias doutrinárias em relação às outras religiões e ensinando os argumentos que refutam erros e heresias de toda espécie. É a apologética cristã.
Mas o termo “ecumenismo” passou por transformações, e não raro, hoje em dia, acabou designando uma espécie de compromisso entre a verdade e o erro, inaceitável para um católico.
Os adeptos desse novo “ecumenismo” colocam todo seu empenho em reduzir à mínima expressão as verdades católicas, para não chocar –– dizem — os não-católicos. Assim, seu principal esforço parece ser o de adaptar os ensinamentos evangélicos às máximas do mundo ou até às teorias de seitas heréticas.
Em seu método de “apostolado”, tais elementos também fazem todo o possível para subestimar o que separa a Igreja da heresia e hipervalorizar o que, segundo eles, as une.
Em artigo publicado em Catolicismo (matéria de capa da edição de junho de 2003), tratou-se do livro Em Defesa da Ação Católica, do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, obra fundamental para se conhecer as causas próximas da crise estabelecida na Santa Igreja na fase pós-conciliar. Tal obra veio a lume em junho de 1943, quando o autor era presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo. Foi um “livro-bomba”, que despertou muitas almas da letargia em que se encontravam. Embora trouxesse um prefácio do então Núncio Apostólico no Brasil, D. Bento Aloisi Masela, e recebesse cartas de aplauso de mais de 20 bispos — ao lado do silêncio de muitos outros —, suas teses suscitaram irritação furibunda em outros prelados e sacerdotes. Seis anos mais tarde, o próprio Papa Pio XII interferia na polêmica, enviando carta de louvor ao autor por meio da Secretaria de Estado.
No presente artigo veremos que os primeiros sintomas do estado de espírito ecumênico (em seu mau sentido), tal como ele se apresenta hoje, brotaram em círculos da Ação Católica e foram denunciados com clarividência e energia pelo Prof. Plinio.
Deserção generalizada: futuro deste estado de espírito |
Ainda no tempo do jornal “Legionário”, o insigne pensador católico denunciara esse estado de espírito, prevendo a geral deserção que se daria nas fileiras católicas caso a ocultação da fé fosse aplicada como regra universal de procedimento:
“Quem diria que tudo isso começa hoje a renascer? Quem diria que, sob pretexto da infiltração, há quem sustente que o católico deve evitar de arvorar claramente o pendão da Fé, que deve evitar todas as atitudes ou todas as opiniões capazes de desagradar a corrupção do século, que ele deve, para atrair as almas a Cristo, esconder cuidadosamente que ele pertence à Igreja de Cristo, e que, em lugar de proclamar as verdades de Cristo, para fazer com que as almas se encantem com seu perfume, deve ocultar sua fé e insinuá-la como uma mercadoria de contrabando! Oh, São Paulo, que entrava de chofre no areópago a fim pregar Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado! Evidentemente, há situações excepcionais que impõem uma regra de conduta imensamente moderada. Mas quem não veria a geral deserção que essa conduta acarretaria, caso ela fosse apregoada como regra universal de procedimento?”(3)
* * *
Unicidade da Igreja“A Igreja está constituída na unidade por sua mesma natureza; é uma, ainda que as heresias procurem desgarrá-la em muitas seitas. Dizemos, pois, que a antiga e católica Igreja é uma, porque tem unidade; da natureza, de sentimento, de princípio, de excelência [...]. Ademais, o cume da perfeição da Igreja, como o fundamento de sua construção, consiste na unidade; por isso, sobrepuja a todo o mundo, pois nada há igual nem semelhante a Ela.(*) Por isso, quando Jesus Cristo fala desse edifício místico, não menciona mais que uma Igreja, que chama sua: Eu edificarei minha Igreja. Qualquer outra que se queira imaginar fora d'Ela não pode ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo (nº 6). Isto resulta mais evidente ainda, caso se considere o desígnio do divino Autor da Igreja. O que buscou, o que desejou Jesus Cristo Senhor no estabelecimento e conservação da Igreja? Uma só coisa: transmitir à Igreja a continuação da mesma missão, do mesmo mandato que Ele recebeu de seu Pai”. (Leão XIII, Encíclica Satis Cognitum, de 29–6–1896, nº 6 e 7). * São Clemente de Alexandria, Stromata, VII, c. 17 |
Tudo com o pretexto de converter os infiéis
Todo apostolado consiste em conquistar as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo, de modo que as que estão fora da Igreja n'Ela entrem, e as que estão tíbias se afervorem.
Em meios da Ação Católica, entretanto, começou-se a usar a expressão “apostolado de conquista”, que se diferenciava do verdadeiro apostolado por um frenético e intemperante desejo de atrair as almas, qualquer que fosse a disposição destas, sem tomar em consideração os perigos que essa atitude acarretaria para o apóstolo, nem as oposições que ele encontraria no mundo. O que, ademais, não produziria autênticas conversões.
Descuidavam assim a própria vida espiritual, tendendo a diluir a doutrina católica para apresentá-la com um aspecto mais simpático aos olhos dos mundanos. Este modo de agir acabou formando em setores da Ação Católica, consciente ou inconscientemente, uma predisposição favorável para com os réprobos, os hereges e os moralmente corruptos, que se expandiu posteriormente aos meios progressistas em geral.
Ao descrever o espírito e os métodos do “apostolado de conquista”, que moviam membros da Ação Católica, Plinio Corrêa de Oliveira profetizou que sua generalização causaria grandes apostasias: "A preocupação ou antes a obsessão do apostolado de conquista gera um outro erro que mencionamos simplesmente aqui, e a respeito do qual em ulterior capítulo nos estenderemos mais. Consiste em ocultar ou subestimar invariavelmente o que há de mal nas heresias, a fim de dar ao herege a idéia de que é pequena a distância que o separa da Igreja. Entretanto, com isto, esquece-se que se oculta aos fiéis a malícia da heresia, e se aplainam as barreiras que os separam da apostasia! É o que sucederá com o uso, em larga escala ou exclusivo, deste método”.(4)
É precisamente o que tem acontecido.
“Canonização” do respeito humano |
Em coerência com o estado de espírito denunciado acima, membros da Ação Católica preconizavam “o retrocesso estratégico”, que consistia em ocultar as verdades católicas que chocariam aqueles que desejavam conquistar. Pois estes estariam no erro sempre de boa fé, bastando um pouco de tato e uma dose diluída de verdade para convertê-los.
Esta técnica, baseada em princípios falsos, também foi energicamente denunciada pelo Prof. Plinio:
“Entretanto, é a este erro que arrastam certas concepções por demais estreitas que, da técnica do apostolado, correm em alguns círculos da Ação Católica. Aceitando-se os métodos preconizados em tais círculos, dir-se-ia que a imensa variedade das almas existentes fora da Igreja se reduz a um só tipo de pessoas, idealmente bem intencionadas e cândidas, em cujo interior nenhum obstáculo voluntário se ergue contra a Fé, e que um simples equívoco de ordem meramente especulativa e sentimental mantém afastadas da Igreja.
"Estabelecida esta concepção arbitrária, toda a sabedoria pastoral se reduz a iluminar as inteligências e a granjear simpatias, o que deve ser feito evidentemente aos poucos, com extremos de tato, em doses diluídas, para que essas almas, 'subindo lentamente de claridade em claridade, se reconciliem com o íntimo de si próprias, e cheguem por fim quase sem o perceber, e como que através de uma engenhosa armadilha, à posse da verdade e da transparência interior’.
"Daí decorre toda uma tática que, uma vez adotada oficialmente na Ação Católica, seria a ‘canonização’ da prudência carnal e do respeito humano. O primeiro princípio da sabedoria consistiria em evitar sistematicamente qualquer coisa que, legitimamente ou não, pudesse causar a menor diversidade de opinião. Colocado em um ambiente acatólico, deveria o membro da Ação Católica salientar apenas, e sobretudo no começo, os pontos de contato entre ele e as demais pessoas presentes, calando cautelosamente as divergências. Em outros termos, o início de qualquer manobra de apostolado consistiria em criar largas zonas de ‘compreensão recíproca’, entre católicos e não católicos, situando-se ambos em terreno comum, neutro e simpático, por mais vago e largo que este terreno fosse”.
* * *
O caráter pleno e definitivo da Revelação de Jesus Cristo
“Para fazer frente a essa mentalidade relativista, que se vai difundindo cada vez mais, há que afirmar, antes de mais, o caráter definitivo e completo da revelação de Jesus Cristo. Deve, de fato, crer-se firmemente na afirmação de que no mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus Encarnado, que é o caminho, a verdade e a vida (cfr. Jo 14, 6), dá-se a revelação da plenitude da verdade divina: Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o queira revelar (Mt 11, 27); 'A Deus, ninguém jamais O viu. O próprio Filho Único, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer' (Jo 1, 18); 'É em Cristo que habita corporalmente toda a plenitude da divindade e n'Ele participais da sua plenitude' (Col. 2, 9). [...]
É, por conseguinte, contrária à fé da Igreja a tese que defende o caráter limitado, incompleto e imperfeito da revelação de Jesus Cristo, que seria complementar da que é presente nas outras religiões.
Unicidade e unidade da Igreja
“Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: 'uma só Igreja católica e apostólica'".* (Congregação para a doutrina da fé, Declaração Dominus Jesus, de 6-8-2000, nº 5 e 16. Joseph Card. Ratzinger, Prefeito; Tarcísio Bertone, S.D.B., Arcebispo emérito de Vercelli, Secretário).
_______________
* Símbolo da fé: Denz., nº 48. Cfr. Bonifácio VIII, Bula Unam Sanctam: Denz., nº 870-872; Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, nº 8.
Na Ação Católica silenciam toda a apologética
“Como conseqüência rigorosa, repelem certos elementos de modo formal, passam sob silêncio, parecem esquecer e ignorar todas as passagens da Sagrada Escritura, todas as produções dos Padres e Doutores, todos os documentos pontifícios, todos os episódios da hagiografia católica que ressaltem a apologia do denodo, da energia, do espírito de combatividade. Procura-se ver a religião com um olho só, e quando o olho que vê a justiça se fecha para deixar apenas aberto o que vê a misericórdia, este imediatamente se perturba e arrasta o homem à temerária presunção de se salvar, a si e aos outros, sem méritos”.(5)
“Abismo que separa a Igreja da heresia” |
A “tática do terreno comum” praticada em círculos da Ação Católica implica em grave erro:
“Quanto filho pródigo renunciaria ao abandono criminoso do lar, se um conselheiro prudente o advertisse dos riscos sem número a que se expõe, deixando os domínios paternos! É imenso o abismo que separa a Igreja da heresia, o estado de graça do pecado mortal, e será sempre uma obra de misericórdia das mais eminentes mostrar aos católicos despreocupados a temível extensão deste abismo, a fim de que não se atirem inconsideradamente em suas profundezas.
“Tudo isto posto, e já que, segundo demonstramos, os mais altos interesses da Igreja e as mais graves imposições da caridade nos levam a agir de preferência sobre os irmãos na Fé, chegamos à conclusão de que, fazer da famosa tática do ‘terreno comum’ a nota dominante, e a bem dizer exclusiva da propaganda da Ação Católica, implica em grave erro.
“Imagine-se o efeito concreto que sobre nossa massa católica teria uma propaganda cujo leitmotiv fosse, invariável e exclusivamente, que do protestantismo nos separa apenas uma tênue barreira; que estamos todos ligados pela Fé comum em Jesus Cristo; e que muito maiores são os laços que as barreiras entre nós. Quem conseguisse fazer prevalecer essa tática entre os católicos mereceria, por certo, um grande cordão de honra, por parte dos protestantes”. (6)
A Fé católica apostólica, romana a grande ausente |
Depois de haver publicado Em Defesa da Ação Católica, Plinio Corrêa de Oliveira continuou insistindo sobre os males do falso ecumenismo, nas páginas do “Legionário”, de Catolicismo e da “Folha de S. Paulo”.
Por exemplo, em 1984 advertia que a meta desse ecumenismo seria a exclusão da única religião verdadeira: "Não discernem eles o perigo que a todos nos espreita, no fim deste caminho, ou seja, a formação, em escala mundial, de um sinistro ‘supermercado de religiões’, filosofias e sistemas de todas as ordens, em que a verdade e o erro se apresentarão fracionados, misturados e postos em balbúrdia? Ausente do mundo só estaria — se até lá se pudesse chegar — a verdade total; isto é, a fé católica apostólica romana, sem nódoa nem jaça”.(7)
* * *
A única religião revelada é a católica“Acreditamos, pois, que os que afirmam serem cristãos não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser Ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso. Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade de a Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si. Entretanto, Cristo Senhor instituiu sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza eterna e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça (Mt 16, 18 ss; Lc 22, 23; Jo 21, 15-17), pelo magistério de uma voz viva (Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste (Jo 3, 5; 6, 48-50; 20,22 ss; cfr. Mt 18,18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino (Mt 13), a uma casa (Mt 16, 18), a um redil de ovelhas (Jo 10,16) e a um rebanho ( Jo 21, 15-17)”. _________ Pio XI, Encíclica Mortalium Animos, de 6-1-1928, nº 8. |
* * *
Sentinela da Igreja e da Cristandade |
Para finalizar, citamos um trecho do Prof. Plinio escrito em 1968, ano da revolta estudantil da Sorbonne, no qual, depois de analisar o panorama político internacional, afirma que a crise progressista que corroía a Igreja em 1968 era a conseqüência daquilo que ele mesmo denunciara em 1943, com a publicação de sua profética obra Em defesa da Ação Católica:
“Parece-me indispensável completar esse quadro doloroso com o que se passa em um mar incomparavelmente mais importante e mais nobre do que o Índico, o Mediterrâneo ou qualquer outro. É o oceano imenso, espiritual, sacratíssimo, da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
“Neste terreno, o ano de 1968 foi o do estouro. Mil germes de confusão e de deterioração - que de nossa parte vínhamos combatendo desde os dias borrascosos de 1943, em que publicamos Em Defesa da Ação Católica - chegaram a furo. A crise saiu dos bastidores para soprar nas sacristias e nos templos, e daí ganhar as praças públicas. Sem dó nem piedade, ela vai penetrando até nos menores recantos, e quem hoje repetisse as frases –– outrora tão verdadeiras e tão gloriosas –– sobre a opinião católica como dique inquebrantável diante do comunismo, provocaria risotas ou compaixão. Esse é o fato mais trágico do ano trágico de 1968.
“Artigo de um pessimista, este? Quem é o pessimista autêntico? É a sentinela que brada alertando sobre o perigo, na esperança de que a gravidade da hora galvanize energias ainda capazes de vencer? Ou é quem, de dentro da cidadela, responde ao brado de alarma: ‘Não há perigo... — aliás o inimigo não é assim tão detestável... — e, principalmente, nada há que fazer; deixe-me dormir até que ele entre, pois tudo está perdido...’”(8)
* * *
À guisa de conclusão, adiantamos ao leitor que, embora os erros denunciados no Em Defesa se tenham difundido amplamente nos setores progressistas da Igreja, causando perplexidades, confusões e até apostasias, têm encontrado também reações, desconfianças e tristeza em muitos setores da opinião católica, que assim escaparam, ao menos em parte, da nefasta influência. O que trouxe como conseqüência uma separação entre a cúpula progressista e boa parte do povo fiel, tornando pedregoso e mais lento o caminhar do ímpeto igualitário no processo revolucionário.
O imenso dano causado à Revolução com a publicação do livro Em Defesa está evidenciado na vastíssima documentação em nosso poder, de adversários ideológicos de Plinio Corrêa de Oliveira que reconhecem a eficácia contra-revolucionária da obra e o prejuízo que ela lhes causou. Sobre isto daremos uma idéia ao leitor em outra ocasião.
E-mail do autor: gonzalolarrain@catolicismo.com.br
Notas:
1. Revolução e Contra–Revolução, Parte I, Capítulo VII, 3
2. Idem, Cap.VII, 3, A, c.
3. “Legionário”, nº 467, 24/8/41, Sofismas novos, erros velhos.
4. Plinio Corrêa de Oliveira, Em Defesa da Ação Católica, São Paulo, 1983, 2ª edição, p. 196.
5. Idem, pp. 203, 204 e 205.
6. Idem, pp. 221, 222.
7. “Folha de S. Paulo”, 10-1-84, Lutero pensa que é divino!
8. “Folha de S. Paulo”, 25-12-68, Clarividência otimista e pessimismo dorminhoco.
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sábado, 25 de junho de 2005
terça-feira, 21 de junho de 2005
Novas enquetes:
http://www.asdep.com.br
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RESERVA ATIVA
http://www.reservaativa.com.br
segunda-feira, 20 de junho de 2005
Sempre atual.
Leia de cima para baixo o PT antes e de baixo para cima o PT depois:
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
domingo, 19 de junho de 2005
Enquete sobre o desarmamento.
Diga não ao desarmamento dos homens de bem.
quinta-feira, 16 de junho de 2005
BECASSINE - Uma jovem de 100 anos
W. Gabriel da Silva
![]() Tio Corentin: "Linda menina, disse ele fazendo-a saltar em seus braços... e que tem lá seu peso! Pena que esse nariz... ou melhor, não tem nariz!" (Por ironia, Aninha foi apelidada "Becassine", nome de uma ave dos charcos, de bico notavelmente longo). |
A França está comemorando os 100 anos de Becassine, a popularíssima heroína das histórias para crianças, que encanta igualmente os adultos.
Várias exposições a seu respeito foram organizadas em Paris e outras cidades ao longo deste ano.
A revista Catolicismo já tratou dela em seu número 343, de junho de 1979, mostrando o que a diferencia das outras histórias em quadrinhos, em geral nocivas à educação da infância e da juventude.
As histórias dessa simples criada bretã, ao contrário, contêm lições para a vida, de uma riqueza extraordinária.
Assim, deixo de lado esses aspectos fundamentais, que o leitor interessado poderá consultar em sua coleção de nossa revista, ou pedir cópia à Redação.
Apresentação de Becassine
Quem é Becassine? Por que ficou tão famosa? Por que continua atraente e atual, um século após sua aparição?
Becassine veio à luz em 2 de fevereiro de 1905 de modo inteiramente fortuito, no primeiro número de um novo semanário para meninas, “La Semaine de Suzette”.

Às vésperas da publicação, a chefe da redação, Jacqueline Rivière, deu-se conta de que nada havia sido pensado para a quarta capa da revista! Improvisou então um sketch, uma pequena história em torno de uma jovem bretã contratada como criada para a casa de uma prestigiosa dama, a marquesa de Grand-Air. Feita a composição, a redatora entregou-a ao desenhista da editora, Joseph-Porphyre Pinchon (1871-1953), encarregando-o de ilustrar a matéria. Foi a ocasião para manifestar-se o gênio de Pinchon, ao criar a ingênua e simpática figura de Becassine: cara redonda como a lua, nariz minúsculo, boca invisível, e perpetuamente vestida conforme o costume de sua aldeia de origem: touca branca, vestido verde de tecido pesado com faixas pretas, avental branco com uma faixa vermelha, guarda-chuva vermelho e sapatões camponeses que mais parecem botas...
Inocência e bom senso
![]() Carmencita Gonzales |
Becassine tira seu nome de uma ave migratória comum na Bretanha, bécasse. Mas em francês as palavras bécasse e bécassine tomam um sabor especial, pois indicam na linguagem popular a pessoa bobinha, desajeitada.
No caso da nossa personagem, esse aspecto fortemente negativo vem contrabalançado por uma índole inocente e cheia de bom senso, com uma bondade de coração capaz de extremos de dedicação, como igualmente de atos de bravura.
![]() Quando se trata de educar a pequena Loulotte, órfã adotada pela marquesa, Becassine revela-se de um instinto maternal tocante |
![]() Jean-Louis |
A primeira figura de 1905 fez sucesso junto às meninas que liam “A Semana de Suzette”, exigindo sua aparição mais freqüente. Mas essa quota modesta de celebridade continuou limitada até 1913, quando a página despretensiosa da publicação para meninas e mocinhas deu lugar ao primeiro álbum de uma história mais elaborada e enriquecida por novos personagens.
Ao traço firme e expressivo de Pinchon juntou-se a riqueza do cenário e do texto de Caumery, anagrama de Maurice Languereau (1867-1941). A dupla Pinchon-Caumery dotou a heroína de uma personalidade mais atraente e complexa que a camponesa simplória de 1905. Com o primeiro álbum vêm seu nome de família, os parentes, a aldeia, os habitantes da aldeia, mais tarde a casa da marquesa com seus criados, seus amigos, suas relações, seus passeios, suas viagens (ver Catolicismo citado) — o mundo de Becassine vai se ampliando à medida que ela mesma se coloca diante do mundo em transformações de seu tempo.
Não se curvou às modas
![]() Mme. Laverech |
![]() M. Proey-Minans |
Em 1905 ainda existiam os grandes impérios: colonial britânico, austro-húngaro, alemão, russo. Em 1913 já haviam surgido o automóvel e o avião. Pouco depois a primeira guerra mundial imporia novas mudanças não só aos regimes políticos, mas também à sociedade, aos costumes, às psicologias. Assim vieram os “anos loucos” de entre as duas guerras, em que surgiu a arte moderna, e passaram a ditar a modo o cinema e o american way of life. Enquanto isso, crises políticas e econômicas, como a de 1929, sepultavam os últimos refúgios dos belos costumes tradicionais ou aristocráticos, para dar lugar a um estilo de vida trepidante, “nouveau riche” ou mesmo proletário. Embora movendo-se desembaraçadamente nesse novo mundo, Becassine conservou sempre seu profundo amor ao estilo de vida tradicional, indiferente às modas do tempo.
![]() M. de la Haute-Science |
![]() Major Tacy-Turn |
A riqueza de personalidade e o modo super-atraente de apresentar a vida da época aparecem nos cenários mais incríveis e variados: Becassine familiariza-se com os inventos recentes, dirigindo automóvel, viajando de trem e de avião; esquiando na Suíça; servindo como cobradora de bonde ou fotógrafa aérea junto ao fleugmático major inglês Tacy-Turn; levando os pitorescos habitantes de sua aldeia natal, capitaneados por seu tio Corentin, para visitar a exposição universal em Paris. Em todas as situações, revela-se um exuberante universo de almas, cujo conhecimento corresponde ao que de mais interessante e útil se pode apreciar na vida.
Fidelidade e bondade
![]() Marie Quillouche |
![]() Pedro l'Espanhol |
As histórias de Caumery e Pinchon (este último associado sempre ao escritor, de tal modo o desenhista exprimiu bem as psicologias e estados de espírito) dosam na perfeição humor e pedagogia, aventura e virtudes domésticas. Suas relações com Madame Grand-Air, por exemplo, representam o contrário da mesquinhez, da inveja e da revolta insuflada pela luta de classes. O devotamento com que Becassine serve sua senhora é de uma dedicação e uma fidelidade filiais, mesmo quando a patroa perde toda a sua fortuna em conseqüência das transformações sociais acima aludidas, impostas à sociedade. Ela ensina cada um a amar a condição em que nasceu, e não se envergonha em dizer que foi feita para obedecer. “Apaixonada e cativante, ingênua mas também engenhosa, sentimental mas corajosa, conservadora mas cheia de fantasia, cabeça-dura mas de uma bondade a toda prova”–– são traços que revelam contrastes harmônicos da alma de nossa heroína, segundo um crítico(1). Quando se trata de educar a pequena Loulotte, órfã adotada pela marquesa, Becassine revela-se de um instinto maternal tocante. Qualidades que a tornam sempre atual, indiferente ao mundo, como a reforçar “o perfume de doce nostalgia que exala de sua leitura”, de acordo com o citado comentarista.
Modernidade X velha França
![]() Baronne Lémable |
![]() A valente Becassine |
Tudo isso, entretanto, não representa senão alguns aspectos do imenso tesouro que as histórias de Becassine souberam retratar em episódios da vida diária, com fina penetração de espírito, até a segunda guerra mundial. Caumery e Pinchon criaram uma multidão de personagens — 1.200 no total! — interessantes e pitorescos, que ocupam 1.500 pranchetas de quadrinhos para compor 25 álbuns. A publicação só foi interrompida pela invasão das tropas alemãs na segunda guerra mundial.
O que pensam de Becassine os franceses modernos?
A popularidade da mais antiga heroína de histórias em quadrinhos mostra o quanto ela é apreciada por uma parte da população. A França, entretanto, é um país profundamente dividido. Também numerosos são aqueles que detestam Becassine e vêem nela uma idiota provinciana que só faz asneiras. Esse desprezo, a meu ver, mal disfarça um ódio revolucionário profundo. Becassine, sem que talvez seus próprios criadores suspeitassem, é um símbolo da velha França –– a França da ordem, na qual floresceram santos e heróis.
Notas:
(1) Laurent Dandrieu, Bécassine dans le siècle in “Le Spectacle du monde”, paris, março de 2005.
Tio Corentin: "Linda menina, disse ele fazendo-a saltar em seus braços,... e que tem lá seu peso! Pena que esse nariz... ou melhor, não tem nariz!" (por ironia, Aninha foi apelidada "Becassine", nome de uma ave dos charcos, de bico notavelmente longo).
Veja:
http://www.catolicismo.com.br/
O rap da primeira chance
Resumo: O que falta no Brasil não são segundas chances e sim, primeiras chances a todos os garotos e garotas pobres e marginalizados que jamais ousam, ousaram ou ousariam roubar, matar, ainda que nada encontrem em seu horizonte.
© 2005 MidiaSemMascara.org
As pragas do politicamente correto, do marketing social e do esquerdismo de resultado criaram no Brasil a cultura da segunda chance que consiste basicamente no seguinte: como nosso capitalismo é primitivo, como governo após governo insiste-se em não estimulá-lo, então a sociedade deve criar mecanismos compensatórios para que alguns desafortunados possam ser “socializados” e inseridos de alguma forma num mercado de trabalho imaginário. É a partir daí que surgem, por exemplo, os projetos sociais onde crianças faveladas aprendem a tocar violino ou velejar. Mas não pára por aí: é preciso que o simbolismo contido nessas políticas seja arrebatador. Portanto, nada melhor que dar segundas chances a toda sorte de ex-bandidos, assassinos, estupradores etc.
Vem agora um caso à toa que ilustra a imbecilidade da idéia toda. Um ex-interno da Febem, ao qual foram dadas todas as segundas, terceiras e quartas chances possíveis, é detido de novo sob acusação de latrocínio. Pululam a todo momento novos casos de ex-detentos que se transformam em rappers, cantores, escritores etc. Os casos são mais notórios que os de ex-pedreiros, ex-empacotadores, ex-vigias etc. Um homem honrado, pobre e semi-letrado que se atreva a escrever um livro é motivo de chacota. Mas se tiver assassinado alguém ou roubado um banco e cumprido pena, vai para a primeira página do caderno de cultura.
Sim, todos merecem uma segunda chance. Mas o fato de trazer um passado criminoso não pode servir de cartão preferencial para reingresso na sociedade, especialmente quando há tantos que jamais tiveram chance nenhuma e nem por isso se converteram em criminosos.
O que falta no Brasil não são segundas chances e sim, primeiras chances a todos os garotos e garotas pobres e marginalizados que jamais ousam, ousaram ou ousariam roubar, matar, ainda que nada encontrem em seu horizonte, nem uma perspectiva num país onde o capitalismo só funciona para aqueles que estão direta ou indiretamente ligados ao poder público, um capitalismo de Estado, onde ao indivíduo branco, preto, azul ou amarelo só resta fazer das tripas coração para sobreviver, sem ter de se render ao crime ou à enganação barata das políticas compensatórias.
terça-feira, 14 de junho de 2005
Microsoft censura palavras em blog chinês
Microsoft censura palavras em blog chinês
Terça-feira, 14 junho de 2005 - 09:52
IDG Now!
A Microsoft está censurando algumas algumas palavras nos blogs chineses que operam no espaço do MSN Spaces em cooperação com o governo local.
A intenção é restringir a divulgação de certos termos proibidos pelas autoridades chinesas. Segundo agências internacionais entre os termos vetados estão "democracia", "direitos humanos", e "independência de Taiwan".
A organização Repórteres Sem Fronteiras diz ainda que foram restritas as palavras "Dalai Lama", "4 de junho [data do massacre Tiananmen]", e "China + corrupção".
Logo na tentativa de digitar tais palavras, o usuário é interrompido por uma mensagem que surge na tela dizendo que a linguagem é proibida.
De acordo com a ONG, esta é a segunda empresa norte-americana do ramo de internet a aderir ao modelo de censura do governo chinês. A primeira foi o Yahoo, que também adotou o modelo de proibir termos considerados subversivos.
O MSN Spaces faz parte do portal MSN na China, lançado em 26 de maio. Cerca de cinco milhões de blogs foram criados desde então, segundo a Microsoft.
A China tem incentivado o uso da internet para negócios e educação, mas tenta banir o acesso a materiais considerados subversivos. Em outra iniciativa recente, o país prometeu multas para os internautas que não registrarem seus sites com dados pessoais verdadeiros até o dia 30 de junho.
domingo, 12 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
Glorioso porvir da França segundo São Pio X
“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, prometeu Nossa Senhora em Fátima. É o que Lhe pedimos para a França e para o mundo.
No 64.° aniversário da última Aparição de Nossa Senhora em Fátima.
São Paulo, 13 de outubro de 1981.






















